sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Uma mina para chimarrear

 Com esse fim de tarde agradável, uma vontade me invade e revela uma das minhas maiores vontades nesses dias.Queria uma mina para chimarrear. Gostaria que fosse na praia, pés descalços, um cachorro para acompanhar, vento suave e o por do sol. 
 Conversar sobre a semana que termina, saber que naquele momento o todas as preocupações estariam distantes que o trabalho, a faculdade, a família não poderiam causar nenhuma aflição. O mar se encarregaria de lavar a ansiedade para o horizonte e traria novas energias. O tempo poderia parar.
 Quem sabe, seria o momento de ouvir confissões um do outro, talvez conhecer desejos que andam escondidos por motivos que permeiam os desafios da vida de cada um. Porém sem dor, sem agustia, na boa, nada serio, estaríamos descontraídos com o clima de hoje. Cúmplices como velhos amigos e carinhosos como namorados. 
 O cachorro correndo, uma caminhada até a aguá para sentir a temperatura. Ela poderia sentir frio e usaria a minha camiseta. Não teria frases no face dizendo que a praia está maravilhosa e nem fotos para compartilhar com os amigos virtuais, seríamos nós, o dog e os apetrechos do chimarrão. Alias, poderia haver fotos, porém a vaidosa vontade de mostrar para o mundo que teve um momento de felicidade não seria necessário. Bastaria saber que o importante está lá e o resto é nada mais. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Meus Pai.

 Meu Pai não me ensinou a jogar bola, nem a andar de bicicleta e muito menos pescar. Na verdade não lembro de fazer muitas coisas com ele. Porém tenho duas recordações estranhas:
 A primeira foi de uma mini maratona que fui participar e ele me levou. Nesse dia eu estava muito envergonhado e ele ficava falando pra eu me alongar e aquecer, mas não fiz nada disso, escutei algumas mijadas e fui correr de qualquer jeito. Sei lá o que significa isso e por que guardei na memória.
 Na segunda vez, também foi numa maratona(essas duas devem ter sido as únicas que participei), meu Pai gastou o dinheiro que era pra pagar o ônibus pra comprar um refrigerante. Vou explicar melhor: Meus amigos e seus pais entraram num bar e pediram refrigerantes, meu pai perguntou se eu queria e eu disse que não, pois sabia que só tinha dinheiro pro ônibus, mesmo assim ele comprou o refri. Depois ele pediu pra um maratonista o dinheiro da passagem. 
 Herdei dele um certo gosto por politica e pela esquerda, também, algum interesse por história. 
 Meu Pai não teve Pai, o meu vô morreu quando ele era criança. O vô não ensinou o meu Pai a jogar bola, nem a andar de bicicleta e muito menos pescar, só sei que ele era comunista e foi segurança do Luis Carlos Prestes. Tem muito deles em mim, tem traços que eu não gosto, características que desejo mudar. E sempre falta dinheiro pra passagem.  

Bokão.